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Caução: montante, restituição e retenções

Atualizado em 6 de julho de 2026 · 6 min de leitura

A caução cobre eventuais incumprimentos do inquilino (rendas em atraso, danos). O seu montante é limitado, a restituição está sujeita a prazos rígidos e qualquer retenção deve ser justificada. O não cumprimento destas regras expõe o senhorio a penalizações.

Um montante limitado

A caução está limitada a um mês de renda sem encargos no arrendamento sem mobília, e a dois meses de renda sem encargos no arrendamento mobilado. É paga na assinatura do contrato e não pode ser revista durante a sua vigência.

Não confundir com o fiador: a caução é uma quantia em dinheiro, o fiador é uma pessoa que se compromete a pagar em caso de incumprimento do inquilino.

O prazo de restituição

Após a saída do inquilino, o senhorio restitui a caução num prazo que depende da vistoria de saída:

  • um mês quando a vistoria de saída coincide com a de entrada;
  • dois meses quando existem retenções justificadas por danos ou rendas em atraso.

As retenções justificadas

O senhorio só pode reter uma quantia mediante comprovativos: orçamentos, faturas ou vistoria comparativa que evidencie danos imputáveis ao inquilino (para além do desgaste normal). Uma retenção fixa não documentada é contestável.

A vistoria de entrada e de saída é aqui a peça-chave: sem ela, provar um dano torna-se muito difícil.

A penalização por atraso

Se o senhorio ultrapassar o prazo legal de restituição, a caução ainda em dívida é acrescida de uma penalização igual a 10 % da renda mensal sem encargos por cada mês de atraso iniciado. Acompanhar os prazos e preparar o acerto de contas com antecedência evita este custo adicional.

Perguntas frequentes

A caução pode servir para pagar o último mês de renda?
Não. O inquilino não pode decidir imputar a caução na sua última renda: a caução destina-se a cobrir eventuais incumprimentos verificados à saída e é restituída após a vistoria de saída.
O que fazer se os danos ultrapassarem o montante da caução?
O senhorio retém a caução e pode reclamar o complemento ao inquilino, mediante comprovativos. Em caso de desacordo, pode recorrer-se à commission départementale de conciliation e depois ao juiz.
A caução é obrigatória?
Não, não é obrigatória, mas é vivamente recomendada. Se estiver prevista, o seu montante deve respeitar o limite legal (1 mês sem mobília, 2 meses mobilado).

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